14 de maio de 2007

LONDRES

Gosto da cidade. Sobretudo da mistura de pessoas que percorrem, sem se importar, as ruas, debaixo da eterna chuva miudinha. Dos turbantes por cima de barbas em bico e da forma fleumática como os very british cobradores de autocarro se entendem com a babilónia de visitantes.
Serve para me tranquilizar sobre a harmonia do mundo na diversidade. Sempre que lá vou percebo melhor de onde venho. E também para onde gostaria de caminhar. Num certo sentido.
Assisti, como sempre, a um dos inúmeros musicais em cena. O que também me foi útil para perceber que o problema do La Féria não é nem de dinheiro nem do enfrentar constante do pedantismo do nosso mundo teatral. É falta de talento, mesmo. Não basta a intenção. Tal como qualquer outro espectáculo, também este género precisa de bons actores, bons cantores e uma boa encenação. É isso que o West End nos dá e que o que se faz por cá nunca terá. Talento e profissionalismo sem reservas. Ponto.

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