Gosto da cidade. Sobretudo da mistura de pessoas que percorrem, sem se importar, as ruas, debaixo da eterna chuva miudinha. Dos turbantes por cima de barbas em bico e da forma fleumática como os very british cobradores de autocarro se entendem com a babilónia de visitantes.
Serve para me tranquilizar sobre a harmonia do mundo na diversidade. Sempre que lá vou percebo melhor de onde venho. E também para onde gostaria de caminhar. Num certo sentido.
Assisti, como sempre, a um dos inúmeros musicais em cena. O que também me foi útil para perceber que o problema do La Féria não é nem de dinheiro nem do enfrentar constante do pedantismo do nosso mundo teatral. É falta de talento, mesmo. Não basta a intenção. Tal como qualquer outro espectáculo, também este género precisa de bons actores, bons cantores e uma boa encenação. É isso que o West End nos dá e que o que se faz por cá nunca terá. Talento e profissionalismo sem reservas. Ponto.
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